Os 12 Passos e os exercícios espirituais
Jim Harbaugh, S.J. Edição Loyola
Livros que nos levam a um novo patamar de vida. Esta tem sido uma profunda e gratificante experiência.
O primeiro contato já foi impactante. Quem diria que eu, amiga de A.A. encontraria na vila Kostla, no mosteiro de Itaici, em meio a tantos livros, um com o tema dos 12 passos? Isso aconteceu em 2023, mas foi somente em 2025 que eu tive a confirmação de que o seu conteúdo seria mais que apenas mais um livro para a coleção.
Ao me dedicar a preparar uma palestra sobre o quarto passo, eu busquei o livro para ver se nele tinha algo para me ajudar. Enquanto eu o buscava resolvi ouvir um canto gregoriano e escolhi um aleatório chamado Ânima Christi. Muito bem, enquanto o canto evoluiu abri o livro e li o preâmbulo: “reflexões sobre a Alma de Cristo”. Para a minha surpresa eu estava ouvindo exatamente o que eu estava lendo. Foi de arrepiar tamanha coincidência. Naquele instante eu soube que ler este livro era um chamado dos céus.
Descobri mais tarde que o livro é uma proposta de meditação por 52 semanas.
Resolvi percorrer este caminho e irei compartilhar alguns momentos especiais destas meditações.
Não sou alcoólatra mas sou codependente e desenvolvi vícios mais sutis, que parecem inofensivos, mas que minam o meu terreno, prejudicando a evolução de mim mesma para o meu dever-ser.
Quero compartilhar uma reflexão da Meditação 8: Está escrito: “Obcecarmo-nos miseravelmente com nossas falhas é mais uma forma – embora talvez a mais sutil – do “egoísmo”, do “egocentrismo” que está na “raiz de nossos problemas”;
Quando li o texto percebi o quanto sou miserável.
Eu focava mais no que estava faltando, me lamentando e até mesmo interiormente diminuindo a minha capacidade de fazer o que deve ser feito.
Pensar e tentar a perfeição é certamente um fracasso, considerando que somos humanos e os humanos falham.
O que há de mal em almejar o dia perfeito? O que há de errado em desejar viver a perfeição? Aparentemente nada, pois somos chamados a nos desafiar, a evoluirmos. Mas é fato: o dia perfeito não existe, e, então, quando o dia perfeito não acontece logo analisamos o porque deu “errado”, onde é que houve a falha? e ficamos obcecados em “consertar” essa “falha”.
E, porque essa atitude é miserável? Porque é nos considerar como escassos, é nos degradar moralmente, como se nos resumíssemos a esta falha.
Quando nos lamentamos frequentemente por algo que não está acontecendo como gostaríamos, não damos espaço para olharmos-nos por inteiro, reduzimos nosso olhar apenas para a falha e nos esquecemos do ser humano belo que somos. Não damos espaço para enxergar a plenitude da nossa vida e compreender que a perfeição, neste mundo, é imperfeita, pois justamente um desvio, um obstáculo pode ser o que precisávamos para nos impulsionar em direção à nossa evolução.
Essa reflexão me fez decidir a amar a minha falha, abraçá-la e não lutar contra ela, mas sim mostrar a ela que tudo bem, o caminho é pedregoso e espinhoso, mas dele brota água e rosas emanam o mais belo e suave perfume.
E, sabe o que aconteceu depois deste entendimento? Me senti livre.
Livre para me amar humildemente como sou.
Livre para ser simplesmente eu; a Verônica autêntica;
Aquela que almeja expressar amor, que ama ouvir as pessoas, que acredita no ser humano e em sua sublime importância, como criaturas do Criador; um Deus amantíssimo.
Espero que este texto te alcance e te proporcione uma profunda reflexão.
Porque você importa!
Se puder, deixe seu comentário,




Deus nos ama do jeito que somos, com todas as nossas imperfeições.
Queremos ser perfeitos para o mundo, e isso não é importante.
Obrigada pela reflexão
Sim, Ele é um Deus amantíssimo.